Bem sucedida é a minha babá
Friday, February 12th, 2010por Tetê Pacheco05 de fevereiro, 2010
NOSSAS REALIZAÇÕES PROFISIONAIS NÃO PODEM SER A ÚNICA MEDIDA DO NOSSO SUCESSO
Nós, mulheres, tivemos conquistas importantes nas últimas décadas. Sem dúvida. Conquistamos um super espaço no mercado de trabalho, o direito de ganhar o mesmo (ou mais) que nossos colegas do sexo masculino, não precisamos mais do casamento para nos representar, damos palestras, entrevistas, recebemos promoções, lotamos mesas de reunião, andamos pelo mundo com a confiança que só quem comanda seu próprio cartão de crédito tem. Enfim, somos umas vencedoras. Certo?
Não responda tão rápido. Acreditar que temos uma vida bem sucedida medindo nossas realizações profissionais é um equívoco. Estamos usando o modelo de performance masculino . Horas e horas de dedicação ao mundo objetivo e pouco tempo dedicado ao que realmente nos dá poder, o mundo subjetivo, sensorial. Estamos deixando de lado o poder de jogar alguém de joelhos pelo nosso pudim, entendem?
Não falo do trabalho doméstico que detestamos, lavar pratos, roupas, essas coisas. Esse todo mundo numa família tem de aprender a dividir. Falo do encantamento que só está ao alcance do ser feminino, com toda a sua intuição e generosidade. Difícil?Falo de passar mais tempo com nossos filhos que crescem mais rápido que grama. Corrigindo, não apenas passar o tempo, mas aproveitar o tempo com eles.
Nesse momento, me encontro em São Paulo, atolada em trabalho. Meus filhos estão na praia com a avó. Para ajudá-la, mandei nossa maravilhosa babá, Lulu. Amo a Lulu. Tanto que estou deixando para ela o que tenho de melhor. Um mês na praia, com tudo pago, mais um salarião. A tarefa? Cuidar das duas criaturas mais deliciosas do mundo pra mim. Relativize um pouco e me diga: quem é a pessoa bem-sucedida em questão?
TETÊ PACHECO É PÓS-DOUTORADA EM BENTO E OTTO E PUBLICITÁRIA NAS HORAS VAGAS



